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O REI QUE NUNCA FOI REI
Sáb, 10 de Setembro de 2016 15:14

 

Quem nunca ouviu falar do Rei Arthur?  Tantos romances e filmes contam a historia deste bravo guerreiro, sua linda princesa Guinevere, seu fiel e valente escudeiro Lancelot e seu conselheiro o mago Merlin.  O que porém muitos talvez não saibam, é que Arthur jamais foi rei.  De todos os livros que li até hoje, o que mais me pareceu fiel a história real, trata-se da trilogia As Crônicas de Arthur, de Bernard Cronwell, um especialista na historia Arturiana.
Baseado em escritos deixados há centenas de anos, pesquisando décadas a fio, ele montou o quebra-cabeças que nos mostra um Arthur menos romântico e mais verdadeiro.  Filho bastardo do Rei Uther, Arthur foi criado entre os soldados do rei e tornou-se um bravo guerreiro.  Quando o Rei morreu, seu único herdeiro legítimo era apenas um bebê e o reino foi entregue nas mãos de Arthur para governa-lo até que Mordred, o príncipe, pudesse assumir o trono, o que somente aconteceria quando completasse quinze anos de idade.
Durante todos estes anos Arthur governou a Britânia com mão-de-ferro, expulsando os saxões que tentavam de todas as formas invadir o reino.  Além de um ótimo general de guerra, Arthur criou um valioso Conselho formado por seus homens de confiança, conhecido na história como a Távola Redonda, era um local para onde todos os acusados de algum crime eram levados para explicarem-se diante do Conselho e somente então serem julgados e condenados caso necessário.
Arthur trouxe a prosperidade para muitos povos, fazendo acordos de paz com reinos vizinhos e pondo fim à era das trevas em que havia mergulhado a Britânia.
Desde então, Arthur é lembrado e reverenciado como um grande Rei, no entanto, quando Mordred completou sua maioridade, ele entregou-lhe o comando do reino, e mais tarde foi traído e mortalmente ferido pelo próprio Mordred, vindo a falecer, ou como alguns preferem acreditar, foi levado para Avalon, a Ilha de Vidro, onde viveu por muitos anos protegido pela magia sagrada das sacerdotisas do lugar.
Seja qual for a história que preferimos acreditar, Arthur nos deixa um ensinamento: não é necessário um homem usar uma coroa, para ser respeitado e ter o comportamento digno de um soberano.  E há tantos que usam certos símbolos de poder, que jamais fizeram algo para justificar ou merecer tal posição.  Não é a coroa que faz um Rei, mas seus atos.

IRIA SCHNAIDER
Escritora

 
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