Colunas
Inep participa da elaboração de itens para o Pisa de 2018
Sáb, 05 de Dezembro de 2015 13:51

 
    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está colaborando, pela primeira vez, na elaboração das provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). O foco da edição de 2018 da avaliação será a leitura. Por isso, uma nova matriz de referência (diretriz de conteúdo) e novos itens estão sendo preparados pela equipe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), com apoio dos países participantes da avaliação.
    De acordo com o presidente do Inep, Chico Soares, a experiência na produção de questões para o Enem e a Prova Brasil, dentre outras avaliações da autarquia, capacita os servidores a contribuir significativamente para a elaboração das provas do Pisa de 2018. `Principalmente nessa área de leitura, avançamos muito nos últimos anos na qualidade dos itens que preparamos para nossas avaliações`, destaca.
    A atualização da matriz de referência para o Pisa de 2018 incorpora inovações na avaliação da capacidade dos participantes de ler, aprender e escrever, em acordo com os novos contextos de leitura vivenciados pelos cidadãos no mundo atual. Desde o primeiro semestre de 2015, o Inep participa de um processo dividido em três fases: elaboração de textos-base, elaboração e revisão de itens.
    Em abril, representantes do Inep participaram da oficina internacional de elaboração de itens, em Washington, Estados Unidos, coordenada pelo ETS (Educational Testing Service), uma das empresas contratadas pela OCDE para desenvolvimento do Pisa. Na sequência, em junho, a equipe da autarquia submeteu mais de 70 textos-base nas línguas inglesa e espanhola e, em agosto, elaborou um total de 36 itens, em inglês.
    Todos esses 125 itens foram revisados ao longo de novembro e, em 2016, após a definição daqueles que efetivamente vão compor o pré-teste do Pisa de 2018, será feita a tradução dos itens para o português.
    Pisa — O programa avalia estudantes de 15 anos de idade nas áreas de leitura, ciências e matemática. O Brasil participa, também, da avaliação de letramento financeiro, área opcional. As provas são 100% aplicadas em computador. As novas habilidades incluídas na avaliação de leitura no Pisa 2018 estão baseadas na capacidade de analisar, sintetizar, integrar e interpretar informações relevantes de múltiplos textos e fontes de informações. Os estudantes devem mostrar preparo no uso de diferentes tecnologias para eficiente busca, organização e seleção de informações pertinentes aos objetivos em situações pessoais, educacionais, profissionais e públicas.

Fonte: Inep
Data: 30 de novembro
 
Pesquisadores de matemática opinam sobre texto preliminar
Sáb, 10 de Outubro de 2015 15:56

 
    O debate acerca do texto preliminar da Base Nacional Comum Curricular ganhou mais um reforço nesta quarta-feira, 7. Em reunião no Ministério da Educação, técnicos da pasta receberam as contribuições de professores e estudiosos de matemática para dar prosseguimento à produção do texto final da Base. Os especialistas têm a missão de apresentar um parecer crítico sobre o texto preliminar.
    O secretário de Educação Básica do MEC, Manoel Palácios, reforça que ampliar a discussão com conhecedores da área é fundamental para produzir uma base amparada em grande entendimento nacional sobre as finalidades e os objetivos da educação básica. “Os estados e municípios estão se organizando para fazer contribuições para a base, além de professores e secretarias de educação. Temos também as sociedades científicas mobilizadas com essa participação. Esse é apenas um canal a mais em que nós vamos receber pareceres individuais de pessoas de relevância em cada área, manifestando as suas sugestões para o MEC”.
     No dia 30 de setembro, a Secretaria de Educação Básica (SEB) já havia aberto um canal amplo para o recebimento de sugestões, acessível a todos os brasileiros. Por meio do portal Base Nacional Comum Curricular, as redes de ensino ou movimentos e organizações da sociedade civil podem enviar suas contribuições, sejam elas individuais ou coletivas, de caráter geral ou pontual por tema.
    A professora e doutora Iole de Freitas Druck, do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP), avalia que os professores das redes de ensino de todo o país também deveriam se envolver e opinar sobre o assunto. “É importante a colaboração de todo mundo, e principalmente das pessoas que, além de ter domínio, conhecimento específico, tenham experiência com a escola, com formação de professores, com as dificuldades que a escola tem. Eu acho que o fundamental era conseguir colocar nessa discussão todos os professores em cada escola desse país”, opinou.
    O texto preliminar da Base Nacional Comum Curricular está disponível no portal www.basenacionalcomum.mec.gov.br. A matéria propõe uma discussão nacional sobre os componentes curriculares da educação básica. Ela está sendo redigida por representantes de 35 universidades e dois institutos federais de educação, ciência e tecnologia; professores das redes públicas estaduais dos 26 estados e do Distrito Federal, indicados pelas secretarias estaduais de educação, e gestores das redes públicas estaduais, também indicados pelas secretarias.

Fonte: Portal do MEC
Data: 07 de outubro
 
Ensino técnico profissional tem que se repensar, diz diretora do Bird
Sáb, 19 de Setembro de 2015 15:26
 
 
    A diretora global de Educação do Bird (Banco Mundial) e ex-secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, afirmou que o ensino técnico profissional no Brasil precisar se repensar. A afirmação foi feita na terça-feira (1.º), durante mais uma etapa dos Fóruns Estadão Brasil Competitivo, cujo tema desta edição é Educação para o Trabalho.
     — A demanda mundial por competências está migrando para competências não rotineiras. O processo de automatização é enorme, a robotização vai fazer com que muitas profissões desapareçam. Se o jovem não tiver capacidade de se reprogramar, as coisas vão se complicar.
    Claudia mostrou uma posição um pouco mais otimista que os outros palestrantes. Ela comentou que a taxa de conclusão do ensino básico nos últimos 15 anos teve grandes avanços e que, mesmo em termos de qualidade, as coisas melhoraram. Ela citou o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, conhecido pela sigla PISA, que mostra que o Brasil foi o País que mais avançou em matemática de 2003 a 2012, apesar de ainda ter uma pontuação baixa, atrás de países como o México, por exemplo.
    — O Brasil está muito imerso em uma crise, mas precisamos ver além. Às vezes nós pensamos muito na conjuntura e esquecemos que o País está construindo coisas para o futuro.
Ela citou como exemplo de caso de sucesso a feira World Skills, realizada no mês passado, na qual o Brasil foi o maior medalhista.
    Entre os desafios pela frente, Claudia elencou a necessidade de criar programas ponte, em que os ingressantes de cursos profissionalizantes tenham aulas de reforços para competências básicas e sobre o mercado do trabalho.
     — Hoje, quase 60% dos operários qualificados não conseguem ler o manual de uma máquina.
    A representante do Banco Mundial também disse que é preciso fortalecer a governança das instituições e melhorar o processo de garantia de qualidade e fluxo de informação, além de cultivar vínculos com potenciais empregadores.
Já o professor da FGV André Portela Souza comentou que o Brasil passa por mudanças populacionais muito rápidas e que o bônus demográfico se reduzirá drasticamente em pouco tempo. Lembrando que crescimento econômico depende de aumento da produtividade, ele mencionou que o ponto-chave é combinar a distribuição de talentos com postos de trabalho.
    — Uma empresa não cria postos de trabalho altamente avançados em tecnologia se não tiver trabalhadores para aquela vaga. E uma pessoa não vai querer se formar se não tiver um posto de trabalho para aquela profissão.
O pesquisador citou estudos que mostram que só 22% dos egressos dos cursos profissionalizantes trabalham atualmente na área em que se formaram, sendo que 58% sequer passaram por aquele setor.
    — Há um descasamento entre a estrutura de postos de trabalho e a oferta de educação profissionalizante. Uma das hipóteses é que o mercado de trabalho muda muito rápido, mas nós também podemos estar achando que a nossa jabuticaba é melhor que as outras. Ele afirmou que é preciso flexibilizar a oferta de vagas.
Fonte: Estadão Conteúdo/ Portal R7 / SINEPE Data: 1.º de setembro
 
Ensino técnico profissional tem que se repensar, diz diretora do Bird
Seg, 07 de Setembro de 2015 13:08
 
 
 
    A diretora global de Educação do Bird (Banco Mundial) e ex-secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, afirmou que o ensino técnico profissional no Brasil precisar se repensar. A afirmação foi feita nesta terça-feira (1.º), durante mais uma etapa dos Fóruns Estadão Brasil Competitivo, cujo tema desta edição é Educação para o Trabalho.
     — A demanda mundial por competências está migrando para competências não rotineiras. O processo de automatização é enorme, a robotização vai fazer com que muitas profissões desapareçam. Se o jovem não tiver capacidade de se reprogramar, as coisas vão se complicar.
Claudia mostrou uma posição um pouco mais otimista que os outros palestrantes. Ela comentou que a taxa de conclusão do ensino básico nos últimos 15 anos teve grandes avanços e que, mesmo em termos de qualidade, as coisas melhoraram. Ela citou o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, conhecido pela sigla PISA, que mostra que o Brasil foi o País que mais avançou em matemática de 2003 a 2012, apesar de ainda ter uma pontuação baixa, atrás de países como o México, por exemplo.
    — O Brasil está muito imerso em uma crise, mas precisamos ver além. Às vezes nós pensamos muito na conjuntura e esquecemos que o País está construindo coisas para o futuro.
    Ela citou como exemplo de caso de sucesso a feira World Skills, realizada no mês passado, na qual o Brasil foi o maior medalhista.
    Entre os desafios pela frente, Claudia elencou a necessidade de criar programas ponte, em que os ingressantes de cursos profissionalizantes tenham aulas de reforços para competências básicas e sobre o mercado do trabalho.
     — Hoje, quase 60% dos operários qualificados não conseguem ler o manual de uma máquina.
    A representante do Banco Mundial também disse que é preciso fortalecer a governança das instituições e melhorar o processo de garantia de qualidade e fluxo de informação, além de cultivar vínculos com potenciais empregadores.
    Já o professor da FGV André Portela Souza comentou que o Brasil passa por mudanças populacionais muito rápidas e que o bônus demográfico se reduzirá drasticamente em pouco tempo. Lembrando que crescimento econômico depende de aumento da produtividade, ele mencionou que o ponto-chave é combinar a distribuição de talentos com postos de trabalho.
    — Uma empresa não cria postos de trabalho altamente avançados em tecnologia se não tiver trabalhadores para aquela vaga. E uma pessoa não vai querer se formar se não tiver um posto de trabalho para aquela profissão.
O pesquisador citou estudos que mostram que só 22% dos egressos dos cursos profissionalizantes trabalham atualmente na área em que se formaram, sendo que 58% sequer passaram por aquele setor.
    — Há um descasamento entre a estrutura de postos de trabalho e a oferta de educação profissionalizante. Uma das hipóteses é que o mercado de trabalho muda muito rápido, mas nós também podemos estar achando que a nossa jabuticaba é melhor que as outras. Ele afirmou que é preciso flexibilizar a oferta de vagas.
    Fonte: Estadão Conteúdo/ Portal R7 / SINEPE Data: 1.º de setembro
 
Pai que participa de criação gera filhos mais inteligentes e felizes, diz estudo
Sáb, 29 de Agosto de 2015 14:08

 
    Filhos se tornam mais felizes e bem-educados quando seus pais participam mais ativamente e, desde cedo, da educação e das tarefas das crianças, defende um relatório recém-divulgado por uma organização ativista.
    Os próprios pais que participam mais ativamente da educação dos filhos também são beneficiados, com melhoras observadas na saúde física e mental. O relatório State of the World's Fathers ("O Estado dos Pais do Mundo", em tradução livre) foi o primeiro publicado pelos ativistas da MenCare e tem 288 páginas analisando quase 700 estudos de vários países onde este tipo de informação está disponível.
    Quando os homens assumem um papel de 'cuidador', pesquisas mostram que o envolvimento do pai afeta a criança da mesma forma que o envolvimento da mãe. O envolvimento dos pais foi ligado a um maior desenvolvimento cognitivo e melhor desempenho na escola, mais saúde mental para meninos e meninas e taxas menores de delinquência entre os filhos", afirmou o relatório.
    De acordo com o documento, estudos em vários países mostraram também que a interação do pai é importante para o desenvolvimento da empatia e habilidades sociais de filhos e filhas.
    A organização afirma que o relatório não pretende ser um antagonista da relação entre filhos e mães ou colocar as mães em segundo plano. "(O relatório) Complementa a importante defesa (feita pelo relatório) 'Estado das Mães do Mundo', que é publicado pela Save the Children desde 1999, e do 'Estado das Crianças do Mundo', que é publicado pela Unicef desde 1996." O documento da MenCare também afirma que os pais que se envolvem mais na criação dos filhos são mais felizes e saudáveis.
    "Homens que têm um envolvimento profundo com os filhos relatam que este relacionamento é uma das mais importantes fontes de bem-estar e felicidade", afirma o relatório. (...)

Fonte: Portal G1/ Educação
Data: 27 de junho
 
« InícioAnterior12345678910PróximoFim »

JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL