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Vigilância Epidemiológica reforça cuidados para evitar intoxicação alimentar no verão
Sáb, 20 de Janeiro de 2018 12:52

Durante o verão é necessário ter cuidados redobrados com a alimentação. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estado de Saúde (Dive/SES) alerta para os casos de virose e intoxicação que tendem a crescer neste período, em função do aumento do consumo de alimentos e bebidas contaminados ou conservados de maneira inadequada e pelo contato com água imprópria para banho, aliado a um aumento na circulação de vírus, bactérias e parasitas que causam essas doenças.
“Os principais cuidados que se deve tomar é manter os alimentos sempre bem refrigerados e não consumir os de procedência duvidosa. Quando vamos para a praia precisamos estar atentos, principalmente para sacolés, raspadinhas e sucos, pois é difícil saber se a água utilizada era de boa procedência, por exemplo”, alerta enfermeira Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização Doenças Imunopreveníveis e DTHA da Dive/SES.
Nos últimos quatro anos, Santa Catarina registrou 242 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) notificados, com 5.661 doentes e 818 hospitalizações. Dentre os surtos notificados, somente 32% (78/242) tiveram o agente etiológico identificado, sendo os mais frequentes a Salmonella spp (21 surtos), Staphylococcus aureus(20 surtos), E.coli enteropatogênica (11 surtos), Bacillus cereus (10 surtos) e Clostridium perfringens (9 surtos). Em geral, eles são transmitidos devido ao preparo e acondicionamento incorreto de alimentos, ao consumo de bebidas (água, sucos, gelo) de procedência duvidosa e à ausência de cuidados com a higiene pessoal (lavagem das mãos), que facilitam a transmissão de patógenos causadores da diarreia.
Os sintomas de intoxicação alimentar, em geral, são náuseas, fraqueza, dor abdominal e palidez. O maior risco é a desidratação decorrente de uma possível diarreia ou vômito. Por isso, é importante ingerir líquidos, especialmente água filtrada. “Em algumas situações, é necessária a reposição hídrica por meio de soro, e, por isso, é muito importante procurar um médico”, ressalta Vanessa.
As viroses (rotavírus/norovírus) são altamente contagiosas, podendo sobreviver por até sete dias nas superfícies. São transmitidas diretamente – pessoa para pessoa - ou indiretamente, por meio de alimentos ou água contaminados pelo manuseio. Acometem adultos e crianças, sendo caracterizadas por náusea, vômito, diarreia, febre, dores epigástrica e abdominal com quadro clínico leve a moderado e duração, em geral, de um a cinco dias.

 
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