Fiscalização interdita padaria com péssimas condições de higiene em Santa Lídia
Sáb, 20 de Janeiro de 2018 12:43

Penha/SC - Garantir a segurança alimentar dos consumidores. Esse é um dos objetivos da Força-Tarefa de fiscalização montada pelo governo municipal, que desde o ano passado integra fiscais da vigilância sanitária, fiscais fazendários e fiscais de posturas, para garantir que as legislações sobre saúde, segurança, posturas e tributação sejam cumpridas em Penha.
Na mais recente ação da Força-Tarefa, uma panificadora que fabrica pães e doces para venda em comércios de Penha e região, acabou interditada após recusa de cumprir as recomendações da vigilância para garantir higiene e segurança alimentar no ambiente de trabalho.
A Fábrica de Pães, situada na Estrada Geral de Santa Lídia, nº 5607, recebeu uma primeira inspeção em 10 de janeiro, onde a força-tarefa notificou a empresa após constatar inúmeros problemas de higiene, como funcionários que pernoitavam no local, banheiro inadequado e presença de animais domésticos como cães e gatos onde eram feitos os alimentos. Foi dado cinco dias para que a empresa se regularizasse.
No dia 16, em nova visita da força-tarefa de fiscalização, foi constatado que a situação piorara: além de nenhuma das recomendações ter sido cumprida, foi encontrado um rato morto no local, além de fezes de cães, água suja, além de adulteração na data de fabricação e prazo de validade: “Era dia 16, mas os pães já estavam com data que foram fabricados no dia 18, vencendo no dia 28”, conta o coordenador da força-tarefa, Everaldo Lourival Francisco, o Bodo.
“Não tivemos outra alternativa, senão interditar o estabelecimento”, explicou o fiscal. “Quando se trata da saúde das pessoas, não podemos correr riscos. São alimentos que são vendidos pra vários comércios”, apontou. As marcas de pães vendidos pela panificadora são Vencedor, Imperador e Alice.
Para poder voltar a funcionar, a panificadora agora terá que cumprir todos os requisitos exigidos pela lei, e só então ganhará alvará de funcionamento e alvará da vigilância. “Talvez por uma questão de hábito cultural algumas pessoas se acostumaram a não observar as leis em Penha, e acabam reclamando da fiscalização. Mas temos obrigação de fazer cumprir a legislação, tanto para garantir a segurança dos consumidores, quanto respeitar todos os outros comerciantes e empresários que tem tudo certo nos seus estabelecimentos”, finalizou Everaldo. (PMP)