MORADORES DE ARMAÇÃO DO ITAPOCORÓI DIZEM NÃO A VERTICALIZAÇÃO DE PREDIOS
Sáb, 20 de Janeiro de 2018 12:39

Penha/SC - Com o salão paroquial da Capela São João Batista lotado, os moradores de Armação do Itapocorói disseram não a construção de prédios, em Audiência Pública promovida pela Conselho da Cidade (CONCIDADE) em que se discutia a alteração do plano diretor do município, a proposta de mudança partiu de empresários que pretendiam construir além do que a lei atual permite.
A mudança, envolveria a Praia de Armação do Itapocorói, onde fica o coreto, o trapiche e a capela São João Batista. Onde começou toda a história de Penha.
Vale lembrar que neste local, o plano diretor do município não permite construções com mais de dois pavimentos. Os efeitos de uma verticalização podem trazer grandes consequências a história do município.
A Empresa Santa Lídia Empreendimentos, representada pelo Sr. Caldeira, propunha a criação de uma zona de interesse especifico para atrair investimentos do setor de serviços.
Segundo o prefeito Aquiles: “Acredito sim, no desenvolvimento econômico da nossa região pela Praia de Itapocoroi mantendo suas características, acredito que poderíamos limitar em até três andares, seria algo bem fantástico para que os empreendimentos acontecessem nesse sentido todos trazendo consigo as características açorianas nas construções”.
Segundo Gilberto Manzoni: “ O que precisamos nesta região é turismo de qualidade, quando um helicóptero sobrevoa por aqui não é por tem prédios, é porque tem morro, natureza” Argumentou o presidente da Associação de Moradores da Praia Grande (AMAPG).
Como existe empresários com interesses em construir prédios mais altos, torna-se difícil lutar, principalmente contra o poder econômico que aos poucos vai avançando e fechando o cerco, o que torna mais difícil ainda a preservação deste local.
A importância da preservação do local, é devido ele ser o berço histórico da cidade, que deveria ser ainda mais divulgado e levado ao conhecimento público, independentemente de ser ou não ser nascido neste local.
Por mais que um plano diretor freie uma verticalização, deve-se buscar outros caminhos como: preservar a história, criar apoio municipal para incentivar mais pousadas, difundir ainda mais seus caminhos históricos e trilhas, além de muitas outras alternativas à serem pesquisadas.
Muitos são os caminhos e interesses escusos neste processo, não se pode soterrar à história, mas pode-se valorizar ainda mais essa mesma história sem perder a essência do seu conteúdo, buscando sempre o seu verdadeiro potencial. Obviamente que toda iniciativa tem o endurecimento de alguns e opiniões contrárias, mas todas devem ser ouvidas e avaliadas.