Melhor estrutura do setor tecnológico da administração pública
Seg, 11 de Setembro de 2017 22:36

Penha/SC - Garantir mais agilidade, eficiência e economia no serviço público. Esse é objetivo do governo municipal, que criou dentro da administração pública um departamento de T.I. (Tecnologia da Informação), serviço que em parte era terceirizado até o ano passado. “É inadmissível chegarmos a segunda década do século XXI e a prefeitura de Penha ser a única que não tinha ainda um departamento de T.I.”, aponta o secretário de administração Diego Mattiello.
A imensa defasagem e sucateamento dos aparelhos de informática encontrados na prefeitura de Penha acaba prejudicando o atendimento ao público, segundo o coordenador de T.I. da prefeitura, Carlos Adelso Marcelino Sell. “Sendo hoje tudo informatizado, se o servidor não tiver as ferramentas necessárias para fazer a sua função, é claro que o atendimento vai ser prejudicado”, comentou.
É o caso de computadores com mais de quinze anos de uso, muitos dos quais ainda rodam apenas o Windows XP, um sistema operacional que foi substituído já em 2006, e desde 2014 não tem mais suporte da própria fabricante. “Esses computadores não tem capacidade de rodar versões mais atualizadas do sistema operacional”, aponta Carlos.
Caso ainda mais grave é a situação das impressoras, cuja grande parte não funciona e acumula o almoxarifado da prefeitura, junto com dezenas de outros computadores que já viraram sucata. Já na administração passada, parte do serviço era terceirizado com locação de impressoras e scanners, alternativa que o governo acredita ser mais econômica: “Se um equipamento estraga não é custo para o município, ele é apenas substituído pela empresa locadora, que também é responsável por toda a manutenção dessas máquinas”, explica Carlos Adelso. Por isso, o governo decidiu não comprar mais esses equipamentos e partir para a locação completa do serviço: “Muitas impressoras são antigas, e tem tonners que não são mais fabricados, e cujo carregamento do refil custa cada vez mais caro. Quando quebram, fica difícil até achar as peças. Isso sem contar a própria interrupção do serviço público quando uma repartição fica sem equipamento”, relata o técnico em informática.
Um exemplo de economia já aconteceu no pregão de licitação, onde o valor estipulado de 551 mil e 534,88 reais para locação de impressoras, multifuncionais e scanners acabou caindo para 199 mil e 950 reais na concorrência pública. “Cada cópia vai custar à prefeitura dois centavos e meio”, comemorou o coordenador de T.I. Outra iniciativa para economizar recursos é reduzir o número de impressões, com a adoção do sistema “1 Doc”, um software que documenta a comunicação interna entre os órgãos do governo sem a necessidade de papel. “Também estamos locando scanners para digitalizar todos os processos, e assim necessitar de menos impressões”, adicionou Carlos.
O próximo passo do governo municipal será a aquisição de novos computadores e notebooks. “O setor de informática da prefeitura está muito defasado, e isso prejudica a eficiência do serviço público”, diz Carlos. “Vamos comprar equipamentos corporativos, que além de serem mais duráveis, vão garantir mais eficiência no serviço público”, garantiu