CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES LITORÂNEAS
Sex, 17 de Setembro de 2010 17:29
Quando falamos em cidades litorâneas, pensamos em verão, calor, diversão e praia, mas por trás destes fatores existem cidades urbanizadas, com infra-estrutura para atender a sua população permanente.
E quando analisamos as cidades que pretendemos morar ou investir, sejam litorâneas ou não, fazemos isto baseado em dois quesitos básicos que é o crescimento e o desenvolvimento.
Pode parecer a mesma coisa, no entanto, são diferentes. O crescimento é baseado em números, ou seja, número de habitantes, número de indústrias, número de universidades, número de hospitais, números de residências, número de vereadores na Câmara Municipal, enfim, no Brasil um número é o diferencial.
O desenvolvimento é medido observando indicadores econômicos, sociais, culturais, ambientais, de sustentabilidade e o quanto isso é revertido em prol do ser humano, fator que define a qualidade de vida de uma população. Desenvolvimento está ligado ao quanto a cidade pode oferecer a sua população sem esta precisar procurar por determinados serviços em cidades vizinhas ou grandes centros urbanos. Também deve ser analisado mais precisamente o saneamento básico, a mobilidade urbana, o tratamento específico as suas praias e assim por diante.
Normalmente um fator está diretamente ligado ao outro, no entanto, por vezes observamos que não caminham no mesmo ritmo e nem na mesma direção. Um único empreendimento de grande porte pode atrair pessoas para uma região, sem necessariamente estar desenvolvida e isto acarreta problemas. Nas cidades litorâneas isto pode ocorrer por outros motivos, além do citado acima, como a procura de pessoas aposentadas por locais tranqüilos, movimento sazonal em período de férias ou o uso das cidades como dormitório para trabalhar em cidades próximas mais desenvolvidas. E para controlar o crescimento desordenado é preciso se utilizar de uma das principais ferramentas que é o planejamento da cidade.  Além da definição de estratégias econômicas e sociais, o Planejamento Físico-Territorial, uma atribuição de Arquitetos e urbanistas no quesito técnico, é preciso lembrar que a participação popular e a responsabilidade do administrador público é grande quando se omite ou quando coloca pessoas sem preparo para exercer funções incompatíveis com sua formação ou conhecimento.
A população sempre almeja o desenvolvimento de sua cidade sem, no entanto perder em qualidade, segurança, dentre outros. Portanto, temos que pensar na cidade que queremos. Até semana que vem.